Quero um lugar
longe de reuniões de condomínio,
perto de um rio
que desemboca no mar.
Quero alugar,
obter, dividir/multiplicar
esse lar. Torná-lo
O Rio, com vista pro mar.
De Janeiro a Janeiro
esquivar-me dos riscos que existem em seus desvios;
desafiar os seus filhos,
e ainda, os amar.
Fazer daqui a Holanda, a Amazônia, a Índia, o Mapiá.
Bairros próximos ao Leblon e Jardim Botânico: Lapa, Sana, Lumiar.
Não quero a fumaça dos automóveis, quero o sorriso boa praça do mano Fú, e seus ensinamentos.
Quero festejar os bons momentos, os gols moleques, aos molejos, beijos e abraços e expandir meus braços junto aos dos camaradas.
Quero o verão do Sul, o Carnaval do Nordeste, as festas de São João, e ainda poder frequentar o Baixo Gávea empesteado nas vitórias do Mengão. Alías, eu sou tudo isso! Eu sou o Maraca lotado, o ingresso esgotado da torcida, do teatro, da vida. Eu sôou real, mas sou o cinema nacional! Sou aterrado e conectado, sou plantador de batata, de cannabis, de bananeira, sou Capoeira, sou poeira varrida e teimosa, sou verso, sou prosa, uno e diverso, solar, noturno, sei luzir e obscureço. Sempre me lembro, sempre me esqueço, não espero. Sou surpresa e surpreendido, sou novo e vivido, tenho conteúdo, sei ser leviano, sei mudo, sei tudo, sou nada...
Guardo em baú os sonhos que valem-me vivo, as viagens.
quarta-feira, maio 19, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
Viva os mendigos!!
Entre mortos e feridos,
Já também devo ter ido.
Só me resta a compaixão
À amigos tão perdidos
Almas tão penadas
Que vagam breus em estradas
Sem ter ombros, nem abrigos
Fadas, anjos, nada.
Cada umbigo seu cada
Em desvirtude da missão
Condição-encruzilhada,
Constituem uma nação.
Viva os mendigos!!
- Talvez, reis de coração.
Já também devo ter ido.
Só me resta a compaixão
À amigos tão perdidos
Almas tão penadas
Que vagam breus em estradas
Sem ter ombros, nem abrigos
Fadas, anjos, nada.
Cada umbigo seu cada
Em desvirtude da missão
Condição-encruzilhada,
Constituem uma nação.
Viva os mendigos!!
- Talvez, reis de coração.
sexta-feira, maio 14, 2010
Caminhos
Um caminho nega o outro.
Qual dos dois devo seguir?
Um caminho ri, o outro rega;
Um caminho trai, o outro prega;
Um caminho cai, o outro reza;
Um caminho esvai, o outro esfrega;
Um aqui se faz, o outro paga a moeda.
Em um já me escondi, o outro não dá trégua;
Em um: cada um por si, no outro: regras;
Em um chovi, chovi, no outro eu vi que neva;
Se em um eu sucumbir, no outro, o mar me leva?
Qual dos dois é Pai?
Existe algum que é Treva?
Por qual que eu vou subir
à luz que Deus me entrega?
A qual devo seguir?
Qual que dá mais peça?
Aquele que abri, o outro fecha!
Existem dois caminhos
Só que um me cega.
Qual dos dois devo seguir?
Um caminho ri, o outro rega;
Um caminho trai, o outro prega;
Um caminho cai, o outro reza;
Um caminho esvai, o outro esfrega;
Um aqui se faz, o outro paga a moeda.
Em um já me escondi, o outro não dá trégua;
Em um: cada um por si, no outro: regras;
Em um chovi, chovi, no outro eu vi que neva;
Se em um eu sucumbir, no outro, o mar me leva?
Qual dos dois é Pai?
Existe algum que é Treva?
Por qual que eu vou subir
à luz que Deus me entrega?
A qual devo seguir?
Qual que dá mais peça?
Aquele que abri, o outro fecha!
Existem dois caminhos
Só que um me cega.
sábado, maio 08, 2010
Quando eu passa a ser eles
Eu sou eu, mais eu, e outros
milhares de eus.
É quando idealizo cada mim d'eu
Que Eus passa a ser eles...
E dEles não vem nada Deus.
milhares de eus.
É quando idealizo cada mim d'eu
Que Eus passa a ser eles...
E dEles não vem nada Deus.