Joi, o Cavaleiro Errante

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Inveja do Homem-sem-brilho /ou/ Lágrimas de H2O

A última do homem
foi celebrar
O grande dom do homem
de não cuidar
De nada alem do homem
que vai lucrar
Com a sede que outros homens
hão de engasgar
Mas hoje a noite, o homem
não vai sonhar
Que a Lua amaldiçoe aquele
que a fez chorar
Perdoe e devolva aos pobres outros
vosso luar.


*No dia 9 de Outubro de 2009, a NASA bombardiou a Lua. A operação foi considerada um sucesso, pois descobriram lágrimas de H2O.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Lua é quem cuida (de mim)

Acordo sempre pensando
em deixar pra amanhã
Me vem lembranças
do que
não fui
e o dia
não flui

À noite ela cuida
de mim.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Insensível Primavera

Meras megeras e feras austeras;
quando ameaçam esta nova Era,
choras bela
Estando elas de férias lá fora
a paz que aqui mora é a paz que aqui impera
E o seu cheiro de amora
é a Primavera.

Quem nos dera...
Quem nos dará??

Quão errante se pode ser
até que se perceba o quão errante já foi?
E no erro perceber o quão distante
de si
se trai
até que se
cai em si
e de mi em mi se esvai...





Uma música de: Nicpig e Pignic

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Primavera

Meras megeras e feras austeras;
quando ameaçam esta nova Era,
choras bela
Estando elas de férias lá fora
a paz que aqui mora é a paz que aqui impera
E o seu cheiro de amora
é a Primavera.

Quem nos dera...




p/ Mimi

O Insensível

Quão errante se pode ser
até que se perceba o quão errante já foi?
E no erro perceber o quão distante
de si
se trai
até que se
cai em si
e de mi em mi se esvai...



p/ Mimi

Eu que tinha sete vidas

O Arrependimento me matou
seis vezes
na mesma esquina
Na sétima, me poupou
E morreu de arrependimento.



p/ Mimi

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The 'back' Doors

She got in
pelas portas dos fundos
And in some way
mudou o meu mundo

Por um tempo calei
there was nothing to say
But now i see (agora eu sei)

It seems like a little girl
who came to stay.

Hoje, as notícias boas também são suas
meu bem.


E os sonhos também.





p/ Mimi

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

...?...

Será que penso o que penso que penso?
Que penso que penso o que penso que penso?
Questionamento intenso de cada momento;
fatídico desmoronamento.
Entendo o que intento?
Possível impassível tormento?
Ou invento?
Daí o talento-lento do aprimoramento-imenso da alma?
...Com calma,
venço...

sábado, 19 de setembro de 2009

Adocico Sais

Vem agito
Traz
Cem atritos,
Mas
Nem me aflito
Mais
Sem conflitos,
Paz.

Adocico Sais
Tem meu grito?
Tens
Mais bonito
Quem
Bem me faz.

Prontifico
o Ás
Mais eu fico,
Vais
Já sei viver sem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Lua e Eu (ou 'obrigado por ter vindo essa noite me visitar')

O luar é um verbo
Que homenageia o sujeito
E só a Lua pode conjugar.
Encanto que eu,
Reles estonteado,
Só pude brindar o bolo de tangerina
E fulminar minhas costelas
Num riso igual ao dela
Às quatro da matina.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Das Cinzas

Sonhei que você me consolava
Enquanto comia meu coração
Com classe (mas sem talheres).
Eu te admirava angustiado
Enquanto, sempre doce, me salgava
Os sentidos e os sentimentos
Na raíz de tudo o que era eu
E eu desconhecia;
As lágrimas abriam crateras no assoalho.
Havia sangue por todo lado.
Suas palavras sutilmente duras
Me cortavam cada vez que as pronunciava.
Meu sangue jorrava sem parar,
Formando enormes poças rubras
A transbordar das crateras.
Eu não aceitava
Nem conseguia assimilar.
Tanto em tão pouco.
Mas era preferível sangrar na tua presença
A deixar-te ir
E enlouquecer no desespero rouco da sua falta,
(como experimentaria – e eu o sabia – momentos mais tarde)
Uma despedida de um verdadeiro tolo-cego,
Um covarde.
Caminhava pela cozinha ensopada,
Fundindo meus pés descalços
Às poças rubras.
Ao redor,
As parede já todas manchadas
De sangue-petróleo
- na textura e no sabor -,
Tamanha a violência.
Dentro de mim,
Hemorragias, Tumores e Mortes.
Por fim,
Enquanto o vento seco dançava com seus cachos
Desprovidos de baby-lizz,
Entregavas meu corpo
Já fatiado em porções de filés
De tamanhos perfeitos
Para serem devorados pelos urubus
E outras criaturas ainda mais austeras e sombrias e perversas
Daquele deserto nefasto do ressentimento.

Louco a louco...
EU
Ressurgia,
Phoenix amargurado
Pronto para amar
Armado até os caninos
E retornava às cidades
Montado num dragão
Cujo corpo
Fundia-se a chamas
De cores surrealmente negras
(este dragão se chamava
Ansiedade Perdição,
e atendia por um e por outro,
embora eu nunca o envocasse verbalmente).
Nos auges,
Eu luzia não-lúcido
E mordia outros lábios
E cortava outros braços
Abraçado a mim mesmo
- e só -
Dilacerava tudo o que via
Ignorava quaisquer limites
Mas conquistava aliados
E os seguia.
Deixava, por vezes, abandonado,
Um dos nomes do Dragão,
Que diminuía
E me esclarecia
A visão.
Tive, pois, que tomar a decisão!
Fez-se assim, então:
Da noite-pro-dia
Do mar seco pro sertão que chuvia
Da ventania que varria a solidão,
A companhia.
Finalmente,
Eu morria.
Mas somente para renascer uma outra vez de novo,
Das Cinzas.



Quando acordei,
Vi que o tempo havia passado
Eu estava mudado
E tudo acontecera de fato.

E agradeci
Por nada a ninguém
Numa espécie de mantra
Que vai e vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem
Vai
Vem...
...
...
...
...
...
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...
...
...
...
...
...............paz...............







*Os fatos narrados acima são de cabo-a-rabo verídicos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A ameaçadora tormenta do delírio nostálgico de uma noite, metade doce / metade desespero

Ainda queima
- atroz -
a tempestade.

Ainda arde
- atriz -
a covardia.

Mas a verdade está em dia!
Eu não me amedronto mais.

Se nada lhe satisfaz
- cá estou eu! -
Em busca do Nada.

Só peço-lhe,
por favor:
me deixe sonhar
em paz.

Uma vez que eu sei,
pra você...
Pra você tanto faz!

Embora nunca blasfemará:
‘tanto fez’.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um Certo Alguém

Como se faz
pro que
não é mais
voltar a ser
seu?

Eu to falando
do sorriso
que um certo dia
alguém me deu.

domingo, 30 de agosto de 2009

Essa Coisa de Tudo...

"Essa coisa de tudo é mentira
Pois o nada é a verdade
que mente
quando se diz que é
recíproco."


A verdade que mente é diferente da mentira sincera
Que é austera em tudo e não vale nada.
Caminha linha rente - frente,
Escudo de bordas douradas
Mas sem conteúdo.

Indizível, inabalável
Defesa invisível
Como um Ego inefável
Do tamanho de uns mundos

Cresce cria
desonesta de uma vaidade
por uma fresta de realidade
E permanece
Fria.
(Permanece fria)

E num alcança o progresso
E no processo se cansa.
Já nasce velha e morreria criança
Não fosse adúltera!
Não fosse a úlcera!

Mas a verdade
desmente de mentes dementes
dos mundos perdidos
os descontentes
os persuadidos
Valentes
bandidos e inocentes
Abraça os fodidos e diz que sente
muito
(Que sente tudo!!!
Pois a verdade é tudo aquilo que se sente)

É o que se cria agora e aqui
É invenção sem mentir
Então, se enfrente!
Se - ahhhh -

SE ENFRENTE!!!
Vença e perca as cabeças na sua
Quando perceber
Que a Estrada é bem mais que uma rua...

Seja bem-vinda ao tudo e ao nada.


REFRÃO:

"Essa coisa de tudo é mentira
Pois o nada é a verdade
que mente
quando se diz que é
recíproco."


Música: Choque do Magriça
Refrão e arranjo: George Sauma
Letra: João Pedro Zappa

domingo, 23 de agosto de 2009

(No meu quarto) Cachecóis e o Allstar novo

Por que ainda tanto?
O quê que falta?
E falta, mas falta tanto
Tanto que nada falta, mas falta.
Na verdade já foi a falta
já foi até a falta da falta
e até mesmo a falta da falta do que faltar
mas falta.
Malícias
Delícias
Carícias
(nessa ordem)
não falta!
Nem as notícias boas
nem os bons ouvidos!
Mas a falta – e só ela – é omnipresente
Muitas vezes é possível que eu mesmo falte
ou que falte eu.
Ao mesmo tempo, Eu é o que não falta
já estou farto de tanto tanto tanto Eu.
O Eu só e não só, mas só, ainda que não só eu.
Sempre só, com meu sapato novo
No meu quarto a falta se faz ouvir (música é o que não falta)
Por mais que eu a tente esconder, engavetando, camuflando
ela vem se mostrar (ela gosta de aparecer, a dona Falta)
Ou ela vem me estuprar ou vem vomitada
(esse tipo de vômito é o inverso proporcional a esse tipo de estupro)
De alguma forma ela esbarra por querer em cada letra
dentro ou fora

...

Eu podia ser “James Dean” só por hoje; e você a “Janis Joplin”, só que mais goodlookin'.
Seria legítmo ainda...
Seríamos dois Jotas!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Imerso na profundidade obscura de Victor Hugo em meus pensamentos, concluí:

É digna da alma a confiança que, aliada a intenções sinceras, gera ações benevolentes.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The 'outro dia eu lembrei - sempre lembro. Hoje mesmo. 'Doors

Calma, meu bem!
The little girls come and go away...
Mas as notícias boas ainda são suas.

E as lágrimas também.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A saudade vai ser foda.

Uma vez dito, repito, pra deixar bem claro,

É claro meu caro q você é o predileto.

E eu vou ser bem direto, sem rodeio:

continue jogando bonito pelo meio.

Continue mostrando pro mundo o porquê que veio.

E jogue de peito cheio, imponha respeito, faça do seu jeito!

O efeito q causa nas pessoas vai faltar.

Seja num dia de sol, num dia feio,

seja no futebol ou no recreio.

Seja nas saídas, nas nossas brigas...

Seja o que seja, esteja com você mesmo.

E seja! Simplesmente seja!

E veja como é difícil e aprenda como se faz,

Depois me ensina. E agora siga em paz,

Pé na estrada!

Quanto mais sacrifícios na jornada, mais benefícios ela traz.

E é isso meu rapaz, essa é só a primeira das despedidas.

Aproveita demais, lembra de mim e me liga de quando em vez pra contar as novidades.

E tomara que as saudades q eu vou sentir de você,

Sejam proporcionais as oportunidades e felicidades q você vai ter!

E você vai ver que vai ter que ter coragem pra passar esse ano.

Então BOA VIAGEM!!! E CEBOLA, EU TE AMO!!!!!!!!!



Meu grande irmão, meu mais legítimo e leal parceiro.

Se lembra dessa despedida? Se lembra daquela primeira? Sempre soube que não seria a única... Tu é moleque do mundo. Que orgulho!

Dessa vez não tive a oportunidade de me despedir como eu queria. Mas despedida é isso mesmo, irmão, e não tem que ter esse peso todo, não. A gente se despede agora pra se encontrar mais adiante. Tranquilo. Não dá nada não. A distância é muito relativa. Tu vai ta sempre comigo pra onde eu for, no que eu fizer, porque tu já é parte de mim e eu sou parte de tu. E essa nossa parceria é arte. Muito bem testada e atestada e confirmada por anos e anos e anos. Vai lá, muleque, faz teu nome lá, escreve a tua história, comete teus enganos. Arrebeeeeeentaaa!!! hahahaaaa Cebola, muleque, a gnt tem história muleque, 4 anos num é tanto assim...

Mas a saudade... porra... a saudade já está foda... e você foi ontem.

Vaaaaai Jogadoooooorr!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vai com todo o amor dos teus irmãos!!!!!!!!

Vai abençoado pela nossa saudade!!!!!

Vai com a mente aberta, mas o corpo fechado!

Você é bandido e herói!

CHÃO NOS PÉS E CORAGEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hasta la vitoria siempre!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Peça "Fevereiro, 29 - tudo o que eu teria dito a você"

Assistam à peça!!!!!!!!!

video


Quartas-feiras, às 20h30, no Centro de Movimento Déborah Colker - Rua Benjamin Constant, na Glória, ao lado do metrô. Conto com a presença de todos vocês, queridos!!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Novo Aeon Marsóqui

E nas mensagens que me chegam sem parar,
o tempo novo.
A cinzadurafria-seca
a salivar.

O fim do mundo já
e eu ainda.
Os Maias, prontamente, trataram de se desculpar.

É, marsóqui paz mesmo... Paz mesmo não há.
Ainda que haja glórias; eu as bebo sem brindar.

Espero o tempo novo mudar de novo e remudar
Espero, marsóqui tranquilo, de gozo em gozo, Ela voltar.
- Desculpa se a minha voz é estranha... É que eu moro na Serra... O bom é que eu moro em cima de uma montanha... Mas quando chove, a água chega muito veloz e mais forte... É porque onde eu moro já é bastante perto do céu... As vezes tem chuva de granizo... Eu gosto porque dá pra pegar o granizo... Nunca neva em Teresópolis... Nem em lugar nenhum do Brasil...
Onde você mora? Eu posso te visitar? - indagou esperançoso o menino doce, estranho, gentil, frágil, digno de dó, sinistro, medonho, delicado e sensível, na porta do teatro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Intuição

O cheiro da pista anoitece fértil,
transparece.
Transgride o momento do pensar.
Me aborda e me agride no luar da cidade
E transborda vivacidade
pelo olhar.
Me invade a atitude pelos bolsos
E se engendra nas minhas raízes pelo calcanhar
A teoria - grande álibi da inércia - cai
pobre, flácida, murcha, brocha, cansada
diante da neblina das multidões.







p/ Black e Pedrinho.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A sensação mais esquisita do mundo é ser traído pela memória de um cheiro.
E nisso perceber
o perto-afastado,
o presente-passado,
o vermelho-rosado,
o certo-errante,
o elefante-rato,
o restante-fato.

E o semblante
uma vez mais
cada vez mais
de um cavaleiro nato.

quase

Sinto-me quase um Quequeca!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aqui em casa é foda.

Aqui em casa é foda. Hoje tinha pão fresco. Mas se eu acordo, por exemplo, onze e meia, meio-dia, não tem mais pão fresco. Já está tudo no congelador.
Aqui eles falam: "ah, mas esquenta que fica igual". Não fica. Aí eles dizem: "ah, porque vai estragar do lado de fora".
Então, porra, pão é um negócio que tem que comprar todos os dias. É por causa do "Pão nosso de cada dia". O Pão Árabe, por exemplo, dura vários e vários dias.
Minha família é católica, mas aqui em casa não tem nenhum praticante, e tem pão árabe todo dia e eu adoro. Eu adoro aqui em casa, aqui em casa é foda!

João Pedro Cheio de Medos

Se João eu sou, quantos sou e qual deles?
Tenho predileção?
Momentos sim. Momentos vão.
Tenho momentos?
Bons, ruins?
Pão eu tenho
Morrer em vão não vou
Viver sem recheio também não.
Quão blasé tais receios que fazem do meu peito, seios.
Alterno barulhos e sons
Fins, lá sei...
Possuo meios.
E no meio de tantos Joãos também sou Pedro
Possuo medos
Sou mais meu Eus
Me falham os freios
Me falam, então,
esses tantos:
Os lindos também são feios
Os feios também bem-vindos
Amores e prantos possíveis no mesmo Domingo.
E do breu...
Bingo!!!





à Julia. Um presente de um hipotético aniversário de namoro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

DesiluJoi

A desilusão é como uma injeção de anestesia: dói no ato, mas depois não sente-se mais nada.


Eu dedico esta primeira postagem a duas enormes personalidades da nossa geração artística. O primeiro é o meu cúmplice Dom Saulo, por sua grande capacidade de incentivo. O outro é o meu parceiro André Dale, pelo conteúdo da sentença e nossas conversas diversas.

Obrigado, irmãos.